Você se sente salvo, ou você se sente alvo?
(2ª (s) 400 palavras do rascunho horroroso)
Seria
possível pensar numa geografia da violência,? Transpondo a experiência descrita
por Fanon na Argélia, bem como na Martinica, quando da chegada dos marinheiros
franceses na ilha após capitularem na guerra contra Alemanha, para nossa
realidade maringaense por exemplo? Onde seria a vila agachada nesta cidade?
Onde seria o espaço em que vive o colonizado? quem lá é o intermediário do
colono? Percebo uma movimentação constante da policia próximos a alguns bairros
mais, muito mais do que no centro da cidade? Isso tem algo a dizer? Seria a
classificação social financeira dos pontos periféricos da cidade marcadores
bastante para indicar a necessidade de maior presença do intermediário a
fim de pela sua própria presença cortar o mundo em dois e impondo o medo manter
a ordem? Como se sente você na presença da viatura? Se sente protegido ou
amedrontado? Você se sente alvo? Procura seus documentos? Corta caminho?
Estamos inseridos numa cidade realmente equânime? ou é esta dividida como
quis Fanon e suas fronteiras são marcadas pelas casernas e postos policiais?
Onde esta a proclamada cidade encantada? em geografia isso se realiza? Em todo
o território maringaense? Ou somente na região central?
Por
onde passam as decisões de esquecer, apagar, deixar morrer alguns espaços e com
eles as pessoas dentro desses espaços?
Estamos
ainda sob a égide da ciência mentirosa que selecionou as raças superiores e
inferiores com base em estudos sem fundamento. Estamos? E dissemos que não e as
estatísticas dizem que sim?
Há
uma contradição no mínimo e por que não olhamos para isso?
O
que incomoda? Ainda perder privilégios.
Oque
são privilégios? Penso em dinheiro e possibilidade de se sentir superior
subalternizando alguém ou um um grupo.
Onde esse modelo se inicia além de
ter raízes capitalistas dentro da decisão orientada mentalmente de alguém e que
conseguiu adeptos para tanto e se formaliza todo engodo para obtenção do valor
da troca pois parece que esse detentor tem mais poder? Senão tudo por dinheiro,
também tudo por poder e se um não esta ligado ao outro? Como desassociar esses
paralelos que se interligam. E nós que
em sua maioria temos somente o salario mínimo e nos falta muito do supérfluo por
que replicamos esse modelo e porque nesse modelo subalternizar alguém faz parte
do pacote.
Na
outra ponta esse subalternizado em sofrimento, revolta, inercia é levado ao
limite de desejo de participar ou não e desaparecer e isso tudo é produzido por
nós?
Qual
a nossa responsabilidade nisso?
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